quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Atenção para esses 3 pontos! Não compre passagem antes de analisá-los (voo internacional com conexão)



    Pessoas que me conhecem sabem que sou a louca do planejamento de viagem. Faço mil pesquisas, leio vários blogs, assisto inúmeros vídeos no Youtube e faço um roteiro bem completo e detalhado. No último ano eu tive alguns ataques de ansiedade por não estar conseguindo planejar minhas férias da maneira como eu gosto: cada segundo. Sei que para muitos "se jogar" no desconhecido é o que faz as férias serem divertidas, mas eu CERTAMENTE não sou assim. 

(esse é meu calendário detalhando nossos dias)

    A primeira decisão a ser tomada, é a compra da passagem aérea. Antes de escolher e já ir passando o cartão de crédito ou débito se você for rico, o que não é meu caso, eu pesquiso e analiso vários detalhes que muitas pessoas não se atentam e que podem gerar diversas dores de cabeça e muitas vezes até prejuízo financeiro que poderiam ter sido evitados, já que uma passagem não é feita apenas de data e preço.

    Primeiramente, quero deixar claro que não sou uma pessoa pessimista que espera sempre o pior de todas as situações, trata-se apenas de levar em consideração que imprevistos acontecem e que uma simples decisão pode lhe salvar algum dinheirinho e evitar a perda de um tempo maior que o necessário.

1- Onde fazer conexão?

     É interessante pesquisar todos (ou pelo menos vários) locais para realizar sua conexão, pois haverá variações no valor dependendo da cidade e/ou mesmo do país. Deve-se saber, inclusive, se o país em questão exige algum tipo de visto ou autorização para entrada mesmo se tratando de trânsito.

2 - Tempo de conexão (isso é tão importante pra mim que só de pensar em um tempo apertado já me dá azia)

     Todo mundo quer passar o menor tempo possível no avião e nos aeroportos (eu também, acredite!). Todo mundo quer chegar o quanto antes no destino, até porque o tempo que perdemos em trânsito é tempo que perdemos das férias. Porém, é melhor perder uma horinha ou duas a perder um dia inteiro e uma fortuna (e muitas vezes passar aperto em um país que não sabemos falar um A na língua local) caso você perca algum voo. 
     Na minha humilde opinião, conexão deve ter um prazo MÍNIMO de quatro horas. É muito? Não, não é. 
    Vamos pensar em todas as fases que temos que passar antes de embarcarmos no próximo voo:

    Eu saí de Belo Horizonte no horário, às 12h, e cheguei em Guarulhos sem atrasos, ou seja, 12h50min.. Terei duas horas de conexão, saindo, então, às 15h para Washington DC/EUA, depois mais duas horas de conexão até a saída para meu destino final, aeroporto de Narita no Japão (tirando esse tempo insano de conexão, esse foi meu trajeto de viagem esse ano).  

    O avião pousou e todo mundo já se levantou (inclusive eu. ME JULGUEM!). O piloto estaciona e todo mundo está lá aguardando a autorização para desembarque que não demora muito e em cinco minutos as portas estão abertas e estamos liberados para descer. Por sorte estou logo no meio do avião e a saída não deve demorar muito. Aí uma pessoa lerda lá na segunda fileira precisa de ajuda do cara da fileira de trás para tirar uma mala do bagageiro que é grande e pesada e ela não tem forças e nem jeito; um homem para de andar para esperar um casal sair da quinta fileira que sempre parece que agarra naquele espaço minúsculo entre uma fileira e outra; a fila agarra mais um pouquinho sem qualquer outro motivo porque deve ser realmente difícil andar para frente e o pessoal começa a sair do avião. Essa saída demora mais uns cinco minutos e lá se foram dez dos seu precioso tempo.

    A partir daqui podem existir duas situações: 

  1- você já desce do avião para dentro do aeroporto; 
  2- o avião pousa longe e o transporte deve ser feito por um micro-ônibus. 

    Na segunda situação existem outras duas subopções: 

  2.1 - você teve sorte e consegue embarcar no primeiro ônibus; 
  2.2 - você não teve sorte e vai ter que esperar chegar o próximo. 

    Se tudo der certo, você estará enquadrado na situação 1 e já cai dentro do aeroporto e pronto. Mas caso seu tempo seja curto, a querida Lady Murph entra em ação e você só consegue pegar o segundo ônibus. Até conseguir pisar dentro do aeroporto, sair da sala de desembarque e partir para o próximo desafio, já se passaram por volta de vinte a trinta minutos. Então sua uma hora e cinquenta minutos se transformam em uma hora e vinte.

    O tempo está correndo e agora você tem que se deslocar do terminal doméstico para o terminal de voos internacionais. O aeroporto de Guarulhos é relativamente grande e se gasta em média dez a quinze minutos para ir de um para o outro a pé. Sinceramente não sei se existe algum transporte que te leva mais rápido porque sou a louca do planejamento e sempre tive tempo o suficiente para ir a pé aproveitando o início da viagem e degustando da delícia que é caminhar pelo corredor da ida e vendo a cara de tristeza de quem está do lado do corredor da volta. Ok. Meu tempo então foi reduzido para uma hora e cinco minutos.


    Agora é hora de passar pelo Raio X e você, além de aguardar na fila, tem que retirar tudo dos bolsos para passar pelo detector de metais. Coloca aí uns dez minutos para tudo isso acontecer e você já estar dentro do Free Shop (restam 45min.). Como seu tempo está contado, nem pense em se deleitar pelas lojas, ou parar para tomar um café no Starbucks (mineiro sempre para, porque em Minas não tem =/... Sim, triste realidade!), ou tentar dar “apenas uma olhadinha”, porque você ainda tem um chãozinho até seu portão de embarque. 




        A maioria dos voos encerram o embarque com vinte ou trinta minutos do horário da decolagem, então, nessa situação em específico, você localiza seu portão e todos já estão embarcando, restando um prazo de uns quinze a vinte minutos para o encerramento.

    Quando se chega na próxima conexão, tudo se repete, mas ainda tem que retirar suas malas por se tratar de voo internacional, passar pela imigração (afinal de contas você está entrando em um país estrangeiro), realizar o check in para despachar as malas novamente (dependendo do caso), localizar o portão de embarque e se dirigir até lá. Isso tudo em um país diferente e que, muitas vezes, possui uma língua diferente da sua, o que causa um pouco de desconforto caso precise de alguma ajuda.

    O horário pode sim ser suficiente, mas fica realmente muito apertado e contando com a sorte. Se caso o aeroporto de origem fechar devido ao mau tempo, ou se caso os aeroportos estiverem em greve (como já aconteceu comigo) e resultar em diversos atrasos, ou se tiver congestionamento aéreo, ou se o aeroporto de destino não autorizar o pouso imediato, ou se caso houver congestionamento na pista de pouso e o piloto ter que taxiar para mais longe... tudo isso pode resultar em atrasos de até algumas horas e, se isso acontecer, além de perder o voo da primeira conexão, você também perderá do segundo! Imagine o transtorno que isso vai causar!!!! Tudo isso pode fazer com que você perca uma diária no hotel que já estava pago, perder a diária no aluguel do carro já pago... Muito dinheiro será perdido.

    É por isso que minha regra é prazo mínimo de quatro horas em cada conexão. Na nossa viagem pro Japão ficamos 9hrs em Guarulhos e 6hrs em Washington. Para muitas pessoas é tempo desnecessário, mas eu e o Kalil tivemos um problema com a Gol (parabéns, Gol), mas tínhamos tempo suficiente para tentar resolver. Nós almoçamos com calma, sentamos pra bater papo, tomamos uma cerveja e aproveitamos o tempo que tínhamos ali. 


    Já em Washington, o aeroporto era tão lindo que demos um pequeno passeio pra conhecer, comer umas bobeiras americanas que não tem aqui no Brasil (We love you, Dunkin Donuts). É um tempo divertido para se explorar e que, principalmente, nos resguarda de qualquer tipo de imprevisto.




3 – Aeroportos de conexão

    Muita atenção com os aeroportos de conexão, pois a maioria das passagens com conexão doméstica, o aeroporto de chegada e de saída são diferentes. Num país em que todas as capitais já estão sofrendo com o trânsito péssimo e caótico, trocar de aeroporto é loucura! Procurando um pouco mais, você encontra chegada e saída no mesmo aeroporto pelo mesmo valor, então nada justifica contar com a sorte e tentar trocar de aeroporto.

    Esse ano, quando estávamos realizando o check-in da volta pra Belo Horizonte, vimos duas moças que (pasmem!!) não tinham visto que elas chegavam em Guarulhos e partiam de Congonhas. Elas tentaram argumentar com a companhia aérea, mas não adianta que eles não vão trocar a passagem. Deve-se ter extrema atenção antes da compra para não levar um susto e ter que se deslocar às pressas por São Paulo após uma cansativa viagem, cheio de malas e com a tensão de não perder o voo pra casa.

    Então, galera, podem pensar que sou meio psicopata com isso, e talvez eu realmente seja, mas o seguro morreu de velho. Eu trabalho o ano todo, onze meses por ano, e tiro apenas 30 dias de férias e quero que tudo saia o mais tranquilo possível para que nada me estresse. Se planejando tudo ainda aparecem alguns probleminhas de percurso no meio do caminho, imagina se eu não faço as coisas com cuidado e atenção! O azar só está no aguardo pra dar o ar da graça ;)


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