segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Roteiro da Disney (resumido)

Meu objetivo, a partir de agora, é escrever sobre as viagens levando em conta a ordem cronológica. Então, vamos começar pelo início e tentar lembrar exatamente como ficou o roteiro da viagem de 2014 (tentar lembrar nada, tenho tudo guardado no dossiê de cada uma das férias no computador). 

Nesse post eu vou escrever o roteiro bem resumido, porque estou trabalhando em um enorme explicando como foi cada dia (nossa, que profissional) e vou seguir a mesma linha nos outros. 

Nossa viagem durou um total de 17 dias (05/03 a 21/03/14), contando com os dois dias de viagem. Pouco tempo, né?! Mas meu chefe puto só me liberou 20 dias de férias, então tivemos um tempo mais limitado para viajar.

Para quem não sabe, a Disney possui quatro parques temáticos (tirando os aquáticos que estavam fechados devido à época do ano que fomos – março): 

O Magic Kingdom, o mais famoso e que tem o castelo da Cinderela;

Nessa época a gente não tinha muito as manhas em tirar fotos. Prometo que evoluímos nesse quesito.

o Hollywood Studios que tem aquela torre que despenca (sensacional!!!!!) e que, antigamente, tinha o chapéu;

Falecido chapéu com o topo pensadamente cortado.


o Animal Kingdom que, como diz o nome, é direcionado a animais e etc; e 

o Epcot Center (preferido do Kalil) que tem aquela bola na entrada e um enorme lago no meio com 11 pavilhões representando países ao redor. 


A Universal Studios é dividida em Universal Studios (dã!) e Islands of Adventure.

Não, a foto realmente não está enquadrada. Cortei um pedaço da bola pra mostrar mais da grade.

Foto tirada em um ponto estratégico no Island of Adventure.

O planejamento não era exatamente esse, porque determinamos os passeios do dia enquanto estávamos lá, isso levando em conta nossa animação para fazer isso ou aquilo no dia e pensando muito no tempo, porque Orlando não tem um clima muito exato, então não dá muito para confiar no aplicativo do celular, nessa hora é melhor optar para o velho e útil olhar para o céu, tentar deduzir como será o dia e rezar para que você tenha escolhido a roupa adequada.

Sooo, let’s do it!

Dia 1: 05/03 – quarta feira. Dia da ida. BH -> Brasília -> Miami
Dia 2: 06/03 – quinta feira. Chegada em Miami e ida de carro para Orlando.
Dia 3: 07/03 – sexta feira. Ida ao Magic Kingdom.
Dia 4: 08/03 – sábado. Celebration + shopping longe bagarai + Cirque du Soleil.
Dia 5: 09/03 – domingo. Premium Outlet.
Dia 6: 10/03 – segunda feira. Animal Kingdom.
Dia 7: 11/03 – terça feira. Epcot Center.
Dia 8: 12/03 – quarta feira. Hollywood Studios.
Dia 9: 13/03 – quinta feira. Universal Studios.
Dia 10: 14/03 – sexta feira. Bater perna nos shoppings e Walmart + jogo de basquete do Orlando Magic x Washington Wizards.
Dia 11: 15/03 – sábado. Premium Outlet.
Dia 12: 16/03 – domingo. Epcot Center (dormimos até mais tarde e fomos depois do almoço).
Dia 13: 17/03 – segunda feira. Nasa – Kennedy Space Center.
Dia 14: 18/03 – terça feira. Island of Adventure.
Dia 15: 19/03 – quarta feira. Ida pra Miami.
Dia 16: 20/03 – quinta feira. Key West.
Dia 17: 21/03 – sexta feira. Dia de ir embora (dia triste). Miami -> Brasília -> BH

É isso, povo! Se alguém quiser ajuda para montar roteiro pra Disney, pode me pedir que ajudo com o maior prazer, é só me levar junto que podemos considerar o serviço pago =).

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Orlando é mais que apenas parques da Disney e da Universal

Foto muito bem tirada.

    As férias para a Disney foi a primeira viagem que eu e o Kalil organizamos. Fiz várias pesquisas e eu estava numa empolgação monstra, afinal de contas eu estava voltando para lá depois de 13 anos, o que era um sonho na minha vida, e aproveitar o que não pude quando fui na primeira vez com 12 anos.

    Muitas pessoas acham que Orlando é sinônimo de apenas parques da Disney e da Universal, mas elas estão muito enganadas. Tem muitas outras coisas para fazer por lá, coisas que eu e o Kalil fizemos e coisas que não tivemos tempo, disponibilidade ou vontade de fazer.


    Uma das coisas que não pode se deixar de ir é em um jogo de basquete do Orlando Magic. É muito divertido, não apenas pelo jogo em si, mas por se tratar de uma experiência realmente americana com direito a cheerleaders, cachorro quente com cerveja, gritos de incentivo aos jogadores (DE-FENSE!!!!), música no intervalo e um estádio sensacional! Quando fomos comprar os ingressos, fiquei com medo de pagar mais barato e ficar longe e atrás de uma pilastra, mas isso não existe. Em qualquer lugar que se senta para assistir, você terá visão 100% de tudo: da quadra, dos jogadores, do placar. Para estacionar o carro também é super tranquilo. Estacionamos na rua mesmo, mas tudo já é organizado para receber os torcedores. Brasileiro que é brasileiro teria ficado com medo (assim como eu), isso porque a gente estacionou a uns dois quarteirões do estádio e passamos por dentro de um estacionamento que ficava debaixo de um viaduto. Entretanto, não era tranquilo apenas pelo fato de ter policiamento na rua, era tranquilo porque era tranquilo. Muitas famílias, muitos casais, crianças, adultos, idosos... Era um ambiente familiar. Na hora da saída também não tivemos muitos problemas com trânsito e nem congestionamento porque tudo era muito sinalizado.


Entrada do estádio Amway Center.

  Outra parada obrigatória é no Cirque du Soleil. Tudo bem que fica dentro do Disney Springs, mas não se trata necessariamente de parque. O espetáculo de circo La Nouba está lá há anos, tanto que em 2001 eu assisti e voltei em 2014. Espetáculo que proíbe fotos e filmagens, o que obriga o espectador aproveitar a beleza e a perfeição em sua totalidade, sem distrações.


 

    Celebration é um bairro lindo e sossegado em Orlando. Descobrimos super sem querer e que foi uma verdadeira surpresa. O bairro foi criado inicialmente para hospedar os funcionários da Disney, porém hoje em dia pode-se comprar uma casa lá por uma pechincha de até 800 mil dólares. É uma região tão fofa que dá vontade de chorar. Os jardins são todos extremamente bem cuidados, as casas são lindas e sempre com uma bandeira dos EUA na porta, casas sem muros ou grades, e com um lago lindo e calmo com lojas, restaurantes e estabelecimentos ao redor. Um pequeno pedaço de paz no meio da loucura de Orlando e seus parques.

 

Não tenho certeza se esse quarteirão fica fechado sempre, mas no dia estava para abrir uma feira dessas de interior americano que tem, inclusive, aquelas gincanas familiares.

    Um pouco mais distante de Orlando, mas que pode-se facilmente encaixar na viagem, é uma passadinha em Key West. Uma cidade com praias lindas e com um clima animado de gente rica e bonita. Nós fizemos realmente um bate e volta quando estivemos em Miami, mas poderíamos ter ficado lá pelo menos uma noite para aproveitar a cidade. Lá a gente conhece (se tiver paciência de esperar na enoooorme fila) a ponta da Flórida mais próxima do Brasil, aquela pontinha do mapa no final do filete que cerca o Golfo do México. A viagem pra lá é tão linda que nossa decisão de alugar um Mustang conversível (cof cof cof) foi a mais acertada de toda a viagem. Dirigir até lá, passando pelas pontes em cima da água (Key West é uma ilha) era tãooooo sensacional, tão lindo, tão deslumbrante que a gente até esquece que se tiver uma tempestade ou alguma coisa acontecer a gente fica preso na ilha e não sai de lá nunca mais (não que eu ligaria).

A caminho de Key West..

Nosso carro chique e eu me sentindo ryca.

Não, a gente não entrou na fila, tiramos foto de dentro do carro mesmo.


    Outro passeio super legal (mentira) é a NASA que fica no Kennedy Space Center. Fica há uns 93km dos parques da Disney, mais ou menos uma hora. Como as estradas dos EUA são as melhores da vida, a viagem é muito gostosa e tranquila. Ali é onde fica o real complexo da Nasa, porém os visitantes só tem acesso a algumas áreas, o que se assemelha muito a um museu. Nessas áreas pode-se ver foguetes de verdade, roupas dos astronautas, assistir a alguns filmes nas salas IMAX, fazer um tour de ônibus pelas instalações (o qual eu dormi, inclusive). Basicamente é algo que agrada aqueles que gostam dessas coisas, o que não é meu caso. Eu, sinceramente, não achei muita graça não, mas o Kalil adorou e se divertiu de verdade. Passamos quase um dia todo por lá e deu para aproveitar quase tudo que tinha disponível para os visitantes. Vale a pena apenas para aqueles que se interessam pelo assunto.

Entrada do Kennedy Space Center.


Foguetes em tamanho real.

Expositor indicando a disposição de combustível dentro de um foguete.

    Existem outras opções de passeios também, mas que eu e o Kalil não fomos. O parque do Lego que é bom para levar as crianças pequenas, Sea World, aquele parque dos animais aquáticos e o Bush Gardens que decidimos não incluir no nosso roteiro tendo em vista a distância até Tampa.

    Não vou mentir que seu eu fosse pra Orlando mil vezes, mil vezes a Disney e a Universal estariam nos planos, mas tem tantas outras coisas legais pra fazer que é injusto limitar Orlando a apenas isso. Tem diversão para todos os gostos e idades. E por isso, na hora de planejar sua viagem, sempre dê uma pesquisada, pois às vezes você consegue enriquecer ainda mais suas férias com um ou outro passeio diferente.

sábado, 17 de setembro de 2016

Viajar com crianças (uma crítica)

    Bom, vamos lá para um post que para muita gente seria um insulto sem fim, mas que para jovens casais de férias é difícil de conviver.

    Fomos para a Disney na nossa primeira viagem internacional juntos e foi sensacional. Estávamos LITERAMENTE no lugar mais feliz do mundo e tudo por lá era lindo. O frio descompensado que pegamos no primeiro dia e que nos pegou super de surpresa foi incrivelmente engraçado, porque estávamos no lugar mais feliz do mundo. O cachorro quente feito de pão e salsicha por 7 dólares era super aceitável e justo, porque estávamos no lugar mais feliz do mundo. As longas filas que duravam mais de uma hora por um brinquedo que não durava nem um minuto eram ótimas, porque estávamos no lugar feliz do mundo. As milhões de crianças correndo por entre nossas pernas brincando, gritando, carrinho de bebê nos empurrando, algumas vezes fazendo birra, chorando, não nos incomodava de forma alguma, porque estávamos no lugar mais feliz do mundo (e principalmente porque estávamos em um lugar direcionado para elas).


    Mas em uma viagem em que se anda muito, que sobe-se muita escada (Japão adooooora escada), entra em templos, lugares religiosos e de oração ou meditação, não é legal ter criança correndo, criança chorando, carrinho de bebê te empurrando... Sei que não tenho filhos e não posso falar, mas sinceramente sou da teoria de que as férias devem ser adequadas à necessidade e conforto da criança. Quer viajar com seu filho de um ou dois anos? Vai pra Disney, vai para a praia, vai para um lugar que a criança se divirta, que ela aproveite, que possa correr, brincar, gastar energia. Vai para um resort que tenha um espaço com monitores para seu filho conhecer outras crianças e gastar as energias que só as crianças tem. Quando você leva seu filho para bater perna no shopping, em templo, em museu, você está entediando o seu filho e deixando ele estressado, porque aquilo ali não é, de forma alguma, interessante pra ele. O que resulta de uma criança entediada e chateada? Birra, choro. E que consequência isso tem? Um pai nervoso, um pai estressado... E ninguém aproveita férias assim. Uma criança de dois anos não ganha nada indo pra Índia, pra Nova York, pra China, pro Japão. E é muito chato para aqueles que não são os pais terem que lidar com isso. Se o pai decide encarar uma caminhada das 9 da manhã às 10 da noite com criança é uma opção que ele tomou e que ele tem que lidar com isso.


Então, para finalizar, eu sei que pai e mãe também são pessoas que merecem viver a vida, aproveitar e descansar, mas adeque seus planos à idade do seu filho para que ninguém, seja a criança, os próprios pais ou terceiros, seja incomodado.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Atenção para esses 3 pontos! Não compre passagem antes de analisá-los (voo internacional com conexão)



    Pessoas que me conhecem sabem que sou a louca do planejamento de viagem. Faço mil pesquisas, leio vários blogs, assisto inúmeros vídeos no Youtube e faço um roteiro bem completo e detalhado. No último ano eu tive alguns ataques de ansiedade por não estar conseguindo planejar minhas férias da maneira como eu gosto: cada segundo. Sei que para muitos "se jogar" no desconhecido é o que faz as férias serem divertidas, mas eu CERTAMENTE não sou assim. 

(esse é meu calendário detalhando nossos dias)

    A primeira decisão a ser tomada, é a compra da passagem aérea. Antes de escolher e já ir passando o cartão de crédito ou débito se você for rico, o que não é meu caso, eu pesquiso e analiso vários detalhes que muitas pessoas não se atentam e que podem gerar diversas dores de cabeça e muitas vezes até prejuízo financeiro que poderiam ter sido evitados, já que uma passagem não é feita apenas de data e preço.

    Primeiramente, quero deixar claro que não sou uma pessoa pessimista que espera sempre o pior de todas as situações, trata-se apenas de levar em consideração que imprevistos acontecem e que uma simples decisão pode lhe salvar algum dinheirinho e evitar a perda de um tempo maior que o necessário.

1- Onde fazer conexão?

     É interessante pesquisar todos (ou pelo menos vários) locais para realizar sua conexão, pois haverá variações no valor dependendo da cidade e/ou mesmo do país. Deve-se saber, inclusive, se o país em questão exige algum tipo de visto ou autorização para entrada mesmo se tratando de trânsito.

2 - Tempo de conexão (isso é tão importante pra mim que só de pensar em um tempo apertado já me dá azia)

     Todo mundo quer passar o menor tempo possível no avião e nos aeroportos (eu também, acredite!). Todo mundo quer chegar o quanto antes no destino, até porque o tempo que perdemos em trânsito é tempo que perdemos das férias. Porém, é melhor perder uma horinha ou duas a perder um dia inteiro e uma fortuna (e muitas vezes passar aperto em um país que não sabemos falar um A na língua local) caso você perca algum voo. 
     Na minha humilde opinião, conexão deve ter um prazo MÍNIMO de quatro horas. É muito? Não, não é. 
    Vamos pensar em todas as fases que temos que passar antes de embarcarmos no próximo voo:

    Eu saí de Belo Horizonte no horário, às 12h, e cheguei em Guarulhos sem atrasos, ou seja, 12h50min.. Terei duas horas de conexão, saindo, então, às 15h para Washington DC/EUA, depois mais duas horas de conexão até a saída para meu destino final, aeroporto de Narita no Japão (tirando esse tempo insano de conexão, esse foi meu trajeto de viagem esse ano).  

    O avião pousou e todo mundo já se levantou (inclusive eu. ME JULGUEM!). O piloto estaciona e todo mundo está lá aguardando a autorização para desembarque que não demora muito e em cinco minutos as portas estão abertas e estamos liberados para descer. Por sorte estou logo no meio do avião e a saída não deve demorar muito. Aí uma pessoa lerda lá na segunda fileira precisa de ajuda do cara da fileira de trás para tirar uma mala do bagageiro que é grande e pesada e ela não tem forças e nem jeito; um homem para de andar para esperar um casal sair da quinta fileira que sempre parece que agarra naquele espaço minúsculo entre uma fileira e outra; a fila agarra mais um pouquinho sem qualquer outro motivo porque deve ser realmente difícil andar para frente e o pessoal começa a sair do avião. Essa saída demora mais uns cinco minutos e lá se foram dez dos seu precioso tempo.

    A partir daqui podem existir duas situações: 

  1- você já desce do avião para dentro do aeroporto; 
  2- o avião pousa longe e o transporte deve ser feito por um micro-ônibus. 

    Na segunda situação existem outras duas subopções: 

  2.1 - você teve sorte e consegue embarcar no primeiro ônibus; 
  2.2 - você não teve sorte e vai ter que esperar chegar o próximo. 

    Se tudo der certo, você estará enquadrado na situação 1 e já cai dentro do aeroporto e pronto. Mas caso seu tempo seja curto, a querida Lady Murph entra em ação e você só consegue pegar o segundo ônibus. Até conseguir pisar dentro do aeroporto, sair da sala de desembarque e partir para o próximo desafio, já se passaram por volta de vinte a trinta minutos. Então sua uma hora e cinquenta minutos se transformam em uma hora e vinte.

    O tempo está correndo e agora você tem que se deslocar do terminal doméstico para o terminal de voos internacionais. O aeroporto de Guarulhos é relativamente grande e se gasta em média dez a quinze minutos para ir de um para o outro a pé. Sinceramente não sei se existe algum transporte que te leva mais rápido porque sou a louca do planejamento e sempre tive tempo o suficiente para ir a pé aproveitando o início da viagem e degustando da delícia que é caminhar pelo corredor da ida e vendo a cara de tristeza de quem está do lado do corredor da volta. Ok. Meu tempo então foi reduzido para uma hora e cinco minutos.


    Agora é hora de passar pelo Raio X e você, além de aguardar na fila, tem que retirar tudo dos bolsos para passar pelo detector de metais. Coloca aí uns dez minutos para tudo isso acontecer e você já estar dentro do Free Shop (restam 45min.). Como seu tempo está contado, nem pense em se deleitar pelas lojas, ou parar para tomar um café no Starbucks (mineiro sempre para, porque em Minas não tem =/... Sim, triste realidade!), ou tentar dar “apenas uma olhadinha”, porque você ainda tem um chãozinho até seu portão de embarque. 




        A maioria dos voos encerram o embarque com vinte ou trinta minutos do horário da decolagem, então, nessa situação em específico, você localiza seu portão e todos já estão embarcando, restando um prazo de uns quinze a vinte minutos para o encerramento.

    Quando se chega na próxima conexão, tudo se repete, mas ainda tem que retirar suas malas por se tratar de voo internacional, passar pela imigração (afinal de contas você está entrando em um país estrangeiro), realizar o check in para despachar as malas novamente (dependendo do caso), localizar o portão de embarque e se dirigir até lá. Isso tudo em um país diferente e que, muitas vezes, possui uma língua diferente da sua, o que causa um pouco de desconforto caso precise de alguma ajuda.

    O horário pode sim ser suficiente, mas fica realmente muito apertado e contando com a sorte. Se caso o aeroporto de origem fechar devido ao mau tempo, ou se caso os aeroportos estiverem em greve (como já aconteceu comigo) e resultar em diversos atrasos, ou se tiver congestionamento aéreo, ou se o aeroporto de destino não autorizar o pouso imediato, ou se caso houver congestionamento na pista de pouso e o piloto ter que taxiar para mais longe... tudo isso pode resultar em atrasos de até algumas horas e, se isso acontecer, além de perder o voo da primeira conexão, você também perderá do segundo! Imagine o transtorno que isso vai causar!!!! Tudo isso pode fazer com que você perca uma diária no hotel que já estava pago, perder a diária no aluguel do carro já pago... Muito dinheiro será perdido.

    É por isso que minha regra é prazo mínimo de quatro horas em cada conexão. Na nossa viagem pro Japão ficamos 9hrs em Guarulhos e 6hrs em Washington. Para muitas pessoas é tempo desnecessário, mas eu e o Kalil tivemos um problema com a Gol (parabéns, Gol), mas tínhamos tempo suficiente para tentar resolver. Nós almoçamos com calma, sentamos pra bater papo, tomamos uma cerveja e aproveitamos o tempo que tínhamos ali. 


    Já em Washington, o aeroporto era tão lindo que demos um pequeno passeio pra conhecer, comer umas bobeiras americanas que não tem aqui no Brasil (We love you, Dunkin Donuts). É um tempo divertido para se explorar e que, principalmente, nos resguarda de qualquer tipo de imprevisto.




3 – Aeroportos de conexão

    Muita atenção com os aeroportos de conexão, pois a maioria das passagens com conexão doméstica, o aeroporto de chegada e de saída são diferentes. Num país em que todas as capitais já estão sofrendo com o trânsito péssimo e caótico, trocar de aeroporto é loucura! Procurando um pouco mais, você encontra chegada e saída no mesmo aeroporto pelo mesmo valor, então nada justifica contar com a sorte e tentar trocar de aeroporto.

    Esse ano, quando estávamos realizando o check-in da volta pra Belo Horizonte, vimos duas moças que (pasmem!!) não tinham visto que elas chegavam em Guarulhos e partiam de Congonhas. Elas tentaram argumentar com a companhia aérea, mas não adianta que eles não vão trocar a passagem. Deve-se ter extrema atenção antes da compra para não levar um susto e ter que se deslocar às pressas por São Paulo após uma cansativa viagem, cheio de malas e com a tensão de não perder o voo pra casa.

    Então, galera, podem pensar que sou meio psicopata com isso, e talvez eu realmente seja, mas o seguro morreu de velho. Eu trabalho o ano todo, onze meses por ano, e tiro apenas 30 dias de férias e quero que tudo saia o mais tranquilo possível para que nada me estresse. Se planejando tudo ainda aparecem alguns probleminhas de percurso no meio do caminho, imagina se eu não faço as coisas com cuidado e atenção! O azar só está no aguardo pra dar o ar da graça ;)